Claro que muitos de nós nunca ligaram para a forma como os espermatozoides funcionam. Mas, aparentemente, eles são muito mais espertos do que poderíamos pensar.
Segundo cientistas, o esperma é realmente inteligente. Especificamente, parece ser capaz de “contar”.
Em um estudo publicado no jornal médico Journal of Cell Biology, pesquisadores analisaram como o esperma nada. Seu caminho parece ser controlado pela concentração de cálcio no ambiente em que está (e que, se tiver sorte, será um útero).
Originalmente, os cientistas pensavam que era a quantidade de cálcio que importava. Mas o esperma não parece ligar para isso. Eles chegam a mudar a forma como nadam com base em quão rápido a concentração de cálcio está mudando. O que significa que eles têm de saber o quão rápido ela está mudando, ou seja, o esperma pode contar!
E por que o esperma tem a necessidade de saber contar o tempo? Os autores do estudo acham que é porque a concentração de cálcio fica muito alta perto do óvulo, e medir pequenas mudanças na concentração pode ajudá-los a reagir, mesmo quando há muito cálcio ao redor.
Isto é, a contagem feita pelos espermatozoides os ajuda a saber quando eles estão perto de sua meta, que é quando suas “decisões” mais importam (não que o esperma possa pensar). Os cientistas ainda não sabem exatamente como os espermatozoides realizam essa tarefa, uma vez que é claro que eles não têm cérebro. É… Os soldadinhos masculinos têm as suas manhas.
Os espermatozoides são inteligentes e sabem contar.
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on domingo, 8 de abril de 2012
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Machos de moscas-da-fruta também bebem até cair se levam fora das fêmeas.
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on sexta-feira, 6 de abril de 2012
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Um neuroquímico no cérebro das moscas-da-fruta (que o ser humano também possui), que provoca uma reação idêntica quando da ingestão de álcool, poderia ser a razão pela qual ditos insetos, especialmente os machos, se embebedam quando uma fêmea desdenha seus galanteios. Ou ao menos isso sugere um estudo científico, publicado na revista Science, realizado por Galit Shohat-Ophir, do Instituto Médico Howard Hughes com sede na Virginia, EUA, em colaboração com outros colegas do laboratório Ulrike Heberlein na Universidade da Califórnia em San Francisco.
Shohat-Ophir e sua equipe descobriram que as moscas-da-fruta possuem um químico cerebral de nome neuropeptídeo F (NPF) que tem uma estreita relação com seu comportamento, particularmente com o sistema de recompensas associado à alimentação e o acasalamento. E, portanto, vital para a sobrevivência.
O experimento com o qual os cientistas chegaram a estas conclusões consistiu em uma caixa em cujo interior colocaram vários machos de moscas-da-fruta com 5 fêmeas virgens e receptivas às tentativas de reprodução; em outra caixa as fêmeas já tinham copulado antes e, portanto, recusavam invariavelmente os machos.
Em ambos casos, os insetos tinham a seu alcance duas fontes de alimento diferentes: uma suspensão normal e outra carregada com 15% de álcool. De forma surpreendente, os machos que tiveram sucesso em sua conquista sexual evitaram o álcool enquanto aqueles que ficaram sem o prazer da fornicação ingeriram a substância até ficarem "bebinhos".
Segundo os pesquisadores, ambos comportamentos tão distintos têm em comum o NPF: uma presença elevada no caso dos machos que copularam e uma diminuída no caso dos que se embriagaram.
- "O que pensamos", explicou Shohat-Ophir, "é que estes níveis de NPF são uma espécie de assinatura molecular da experiência".
Por outra parte e em vista de que o ser humano também possui o mesmo neuroquímico, os pesquisadores se perguntam se não condicionará nosso comportamento de uma maneira parecida.
- "Isto nos leva a pensar que o cérebro da mosca -e provavelmente também o de outros animais, inclusos os humanos- têm um tipo de sistema para controlar seu nível interno de recompensa: uma vez que este tenha baixado, seja disparado um comportamento que o restaure de novo", sugeriu Shohat-Ophir.
Se na próxima experiência colocarem um mini-violão na caixa das moscas satisfeitas é bem possível que tenhamos a criação de várias duplas Drosophilas sertanejas.
Shohat-Ophir e sua equipe descobriram que as moscas-da-fruta possuem um químico cerebral de nome neuropeptídeo F (NPF) que tem uma estreita relação com seu comportamento, particularmente com o sistema de recompensas associado à alimentação e o acasalamento. E, portanto, vital para a sobrevivência.
O experimento com o qual os cientistas chegaram a estas conclusões consistiu em uma caixa em cujo interior colocaram vários machos de moscas-da-fruta com 5 fêmeas virgens e receptivas às tentativas de reprodução; em outra caixa as fêmeas já tinham copulado antes e, portanto, recusavam invariavelmente os machos.
Em ambos casos, os insetos tinham a seu alcance duas fontes de alimento diferentes: uma suspensão normal e outra carregada com 15% de álcool. De forma surpreendente, os machos que tiveram sucesso em sua conquista sexual evitaram o álcool enquanto aqueles que ficaram sem o prazer da fornicação ingeriram a substância até ficarem "bebinhos".
Segundo os pesquisadores, ambos comportamentos tão distintos têm em comum o NPF: uma presença elevada no caso dos machos que copularam e uma diminuída no caso dos que se embriagaram.
- "O que pensamos", explicou Shohat-Ophir, "é que estes níveis de NPF são uma espécie de assinatura molecular da experiência".
Por outra parte e em vista de que o ser humano também possui o mesmo neuroquímico, os pesquisadores se perguntam se não condicionará nosso comportamento de uma maneira parecida.
- "Isto nos leva a pensar que o cérebro da mosca -e provavelmente também o de outros animais, inclusos os humanos- têm um tipo de sistema para controlar seu nível interno de recompensa: uma vez que este tenha baixado, seja disparado um comportamento que o restaure de novo", sugeriu Shohat-Ophir.
Se na próxima experiência colocarem um mini-violão na caixa das moscas satisfeitas é bem possível que tenhamos a criação de várias duplas Drosophilas sertanejas.
Conheça o organismo mais antigo da Terra
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on quarta-feira, 4 de abril de 2012
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organismo mais antigo da Terra
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Ela é grande, antiga e vive embaixo da água; uma equipe internacional confirmou que uma grama marinha antiga guarda o segredo do organismo mais antigo da Terra.
A gigante Posidonia oceanica se reproduz assexuadamente, gerando clones de si mesma. Um único organismo – que parece se expandir por 15 quilômetros e pesar mais de 6 mil toneladas – pode ter mais de 100 mil anos.
“Organismos que se clonam têm uma capacidade extraordinária de transmitir apenas os genomas ‘altamente competentes’, sem fim previsível”, comenta o diretor do Instituto Oceânico da Universidade da Austrália Ocidental, Carlos Duarte.
Os pesquisadores analisaram 40 campos em 3.500 quilômetros do mar mediterrâneo. Modelos de computador ajudaram a demonstrar que o modo de dispersão por clonagem da Posidonia oceanica permite que ela consiga manter clones competentes por milênios, enquanto os genótipos mais competentes dos organismos que se reproduzem apenas sexualmente se perdem a cada geração.
“Entender porque esses genomas particulares conseguiram se adaptar em um espectro tão grande de condições ambientais por tanto tempo é a chave para pesquisas muito interessantes”, comenta Duarte.
As gramas marinhas são a fundação de ecossistemas costais, mas têm declinado globalmente nos últimos 20 anos. Os campos da Posidonia oceanica estão diminuindo a uma média de 5% por ano.
“A preocupação é que apesar dos campos da Posidonia oceanica terem sobrevivido por milênios, o atual declínio sugere que elas não vão mais conseguir se adaptar ao ritmo sem precedentes de mudanças climáticas globais”.
O gênero Posidonia aparece apenas no Mediterrâneo e nas águas australianas.
A gigante Posidonia oceanica se reproduz assexuadamente, gerando clones de si mesma. Um único organismo – que parece se expandir por 15 quilômetros e pesar mais de 6 mil toneladas – pode ter mais de 100 mil anos.
“Organismos que se clonam têm uma capacidade extraordinária de transmitir apenas os genomas ‘altamente competentes’, sem fim previsível”, comenta o diretor do Instituto Oceânico da Universidade da Austrália Ocidental, Carlos Duarte.
Os pesquisadores analisaram 40 campos em 3.500 quilômetros do mar mediterrâneo. Modelos de computador ajudaram a demonstrar que o modo de dispersão por clonagem da Posidonia oceanica permite que ela consiga manter clones competentes por milênios, enquanto os genótipos mais competentes dos organismos que se reproduzem apenas sexualmente se perdem a cada geração.
“Entender porque esses genomas particulares conseguiram se adaptar em um espectro tão grande de condições ambientais por tanto tempo é a chave para pesquisas muito interessantes”, comenta Duarte.
As gramas marinhas são a fundação de ecossistemas costais, mas têm declinado globalmente nos últimos 20 anos. Os campos da Posidonia oceanica estão diminuindo a uma média de 5% por ano.
“A preocupação é que apesar dos campos da Posidonia oceanica terem sobrevivido por milênios, o atual declínio sugere que elas não vão mais conseguir se adaptar ao ritmo sem precedentes de mudanças climáticas globais”.
O gênero Posidonia aparece apenas no Mediterrâneo e nas águas australianas.
O que aconteceria se todos os gatos do mundo desaparecessem?
Talvez você seja uma das pessoas que amam gatos, ou uma das que odeiam ou têm alergia. De qualquer modo, quando você passa por um gato tirando uma soneca na poltrona, ou dando uma típica arranhada na parede, a última coisa que você pensa é que eles são indispensáveis, trabalhadores pesados da casa ou do mundo.
Mas, na verdade, os especialistas afirmam que se todos os gatos do mundo subitamente morressem, as coisas ficariam rapidamente “pretas” para nós.
Os gatos, tanto de estimação quanto selvagens, podem nos enganar para que pensemos que eles dependem da nossa comida ou lixo para sobreviver, mas, de acordo com Alan Beck, professor de medicina veterinária da Universidade Purdue, eles são predadores com habilidades de caça adaptáveis. “Eles são grandes predadores de pequenos animais, e podem sobreviver solitários quando há escassez de comida, ou viver prosperamente quando há comida abundante”, afirma.
E é por isso que sentiríamos falta deles. Gatos são vitais para controlar a população de ratos e outros roedores. Beck comenta que na Índia os gatos têm um papel significante na quantidade de grãos perdidos por conta de consumo ou contaminação por ratos. Em outras palavras, pode até ser verdade que os humanos alimentem os gatos, mas sem eles, nós teríamos menos alimento.
Mas quão dramaticamente a população de ratazanas iria aumentar se os gatos subitamente desaparecessem? Vários estudos já foram feitos para tentar descobrir esse dado.
Um deles, de 1997, descobriu que o gato comum doméstico mata mais de 11 animais (incluindo ratos, pássaros, sapos e outros) no período de seis meses. Isso significa que os nove milhões de gatos do Reino Unido (onde o estudo foi realizado) matavam coletivamente algo próximo dos 200 milhões de espécimes por ano – sem incluir os animais mortos que não eram levados para casa.
Outro estudo, da Nova Zelândia, em 1979, descobriu que, quando os gatos de uma pequena ilha foram quase dizimados, a população de ratos rapidamente quadruplicou.
E se a população de roedores se multiplicasse, causaria uma cascata de outros efeitos no ecossistema. Na mesma ilha da Nova Zelândia, por exemplo, os ecologistas observaram que, conforme os ratos aumentaram no lugar dos gatos, o número de ovos de alguns pássaros, que os ratos comiam, diminuiu. Se os 220 milhões, aproximadamente, de gatos domésticos do mundo morressem, a população de alguns pássaros cairia muito, enquanto os predadores de ratos, fora os gatos, iriam aumentar.
“Todas as espécies têm um impacto”, afirma Beck.
Mas, na verdade, os especialistas afirmam que se todos os gatos do mundo subitamente morressem, as coisas ficariam rapidamente “pretas” para nós.
Os gatos, tanto de estimação quanto selvagens, podem nos enganar para que pensemos que eles dependem da nossa comida ou lixo para sobreviver, mas, de acordo com Alan Beck, professor de medicina veterinária da Universidade Purdue, eles são predadores com habilidades de caça adaptáveis. “Eles são grandes predadores de pequenos animais, e podem sobreviver solitários quando há escassez de comida, ou viver prosperamente quando há comida abundante”, afirma.
E é por isso que sentiríamos falta deles. Gatos são vitais para controlar a população de ratos e outros roedores. Beck comenta que na Índia os gatos têm um papel significante na quantidade de grãos perdidos por conta de consumo ou contaminação por ratos. Em outras palavras, pode até ser verdade que os humanos alimentem os gatos, mas sem eles, nós teríamos menos alimento.
Mas quão dramaticamente a população de ratazanas iria aumentar se os gatos subitamente desaparecessem? Vários estudos já foram feitos para tentar descobrir esse dado.
Um deles, de 1997, descobriu que o gato comum doméstico mata mais de 11 animais (incluindo ratos, pássaros, sapos e outros) no período de seis meses. Isso significa que os nove milhões de gatos do Reino Unido (onde o estudo foi realizado) matavam coletivamente algo próximo dos 200 milhões de espécimes por ano – sem incluir os animais mortos que não eram levados para casa.
Outro estudo, da Nova Zelândia, em 1979, descobriu que, quando os gatos de uma pequena ilha foram quase dizimados, a população de ratos rapidamente quadruplicou.
E se a população de roedores se multiplicasse, causaria uma cascata de outros efeitos no ecossistema. Na mesma ilha da Nova Zelândia, por exemplo, os ecologistas observaram que, conforme os ratos aumentaram no lugar dos gatos, o número de ovos de alguns pássaros, que os ratos comiam, diminuiu. Se os 220 milhões, aproximadamente, de gatos domésticos do mundo morressem, a população de alguns pássaros cairia muito, enquanto os predadores de ratos, fora os gatos, iriam aumentar.
“Todas as espécies têm um impacto”, afirma Beck.
Novo lagarto multicolorido surpreende cientistas
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on sábado, 31 de março de 2012
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lagarto multicolorido
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Pesquisadores descobriram uma nova espécie de lagarto que chama a atenção pelas cores vivas e pelo local incomum em que vive. Os répteis foram encontrados na Cordilheira dos Andes, no sul do Peru, em altitudes variando entre 1.600 e 2.100 metros. O local é estranho para encontrar lagartos, de acordo com os cientistas, por causa das condições frias.
O réptil semi-aquático, chamado de Potamites montanicola, tem aproximadamente 6,4 centímetros de comprimento. Cientistas estão intrigados sobre como o animal consegue sobreviver em condições alpinas, já que os lagartos não tem sangue quente.
O Potamites montanicola, ou habitante da montanha, como também é conhecido, aparenta ter hábitos noturnos e evita a luz do sol. Durante a noite, eles enfrentam temperaturas severas e foram encontrados nadando em riachos. Ainda não é claro como os lagartos conseguem reunir energia para correr ou mergulhar nessas condições.
O réptil semi-aquático, chamado de Potamites montanicola, tem aproximadamente 6,4 centímetros de comprimento. Cientistas estão intrigados sobre como o animal consegue sobreviver em condições alpinas, já que os lagartos não tem sangue quente.
O Potamites montanicola, ou habitante da montanha, como também é conhecido, aparenta ter hábitos noturnos e evita a luz do sol. Durante a noite, eles enfrentam temperaturas severas e foram encontrados nadando em riachos. Ainda não é claro como os lagartos conseguem reunir energia para correr ou mergulhar nessas condições.
Pessoas disléxicas não só leem, mas percebem os sons de maneira diferente
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on sábado, 3 de março de 2012
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disléxicas
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Pessoas com dislexia às vezes veem as palavras e letras embaralhadas, o que torna a leitura uma tarefa difícil. Agora, um novo estudo mostra que a dislexia não é apenas uma “perturbação visual”. Também parece ser um problema da forma como o cérebro interpreta os sons, especialmente o discurso.
Pesquisadores franceses mapearam a atividade cerebral de 23 pessoas com dislexia e 21 pessoas sem o transtorno, conforme elas ouviam um ruído branco.
A fim de compreender as informações na fala, o cérebro precisa ser capaz de sincronizar com a mesma frequência dos sons que ouve. A sincronização das ondas cerebrais com os sons é chamada de arrastamento.
Quando o cérebro está devidamente sincronizado com um som, ele pode corretamente separar e interpretar o sinal, quase como se quebrasse um código.
Os pesquisadores descobriram que as pessoas sem dislexia não tinham problemas em ajustar seus cérebros para as mesmas frequências que ouviram no ruído branco.
Pessoas com dislexia, por outro lado, não conseguiam fazer o mesmo. Seus cérebros tinham problemas de sincronização com sons na faixa de cerca de 30 hertz, uma frequência que é importante para a compreensão e decodificação da fala.
O cérebro disléxico também parece ser hipersensível a sons de alta frequência. Este processamento de som interrompido pode ajudar a explicar por que as pessoas com dislexia têm dificuldade em lembrar e processar palavras e discursos.
“Isso sugere que um problema no córtex auditivo, no lado esquerdo do cérebro, é o que torna difícil para os disléxicos perceberem a fala”, diz o cientistas Ken Pugh. “Isso, por sua vez, pode dificultar a construção de uma compreensão dos sons da fala, necessária para aprender a ler”, explica.
Pesquisadores franceses mapearam a atividade cerebral de 23 pessoas com dislexia e 21 pessoas sem o transtorno, conforme elas ouviam um ruído branco.
A fim de compreender as informações na fala, o cérebro precisa ser capaz de sincronizar com a mesma frequência dos sons que ouve. A sincronização das ondas cerebrais com os sons é chamada de arrastamento.
Quando o cérebro está devidamente sincronizado com um som, ele pode corretamente separar e interpretar o sinal, quase como se quebrasse um código.
Os pesquisadores descobriram que as pessoas sem dislexia não tinham problemas em ajustar seus cérebros para as mesmas frequências que ouviram no ruído branco.
Pessoas com dislexia, por outro lado, não conseguiam fazer o mesmo. Seus cérebros tinham problemas de sincronização com sons na faixa de cerca de 30 hertz, uma frequência que é importante para a compreensão e decodificação da fala.
O cérebro disléxico também parece ser hipersensível a sons de alta frequência. Este processamento de som interrompido pode ajudar a explicar por que as pessoas com dislexia têm dificuldade em lembrar e processar palavras e discursos.
“Isso sugere que um problema no córtex auditivo, no lado esquerdo do cérebro, é o que torna difícil para os disléxicos perceberem a fala”, diz o cientistas Ken Pugh. “Isso, por sua vez, pode dificultar a construção de uma compreensão dos sons da fala, necessária para aprender a ler”, explica.
Existe um hormônio contra a obesidade?
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on quinta-feira, 1 de março de 2012
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hormônio contra a obesidade
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Chama-se irisin, encontra-se nos músculos e atua sobre as células do tecido adiposo, segundo publicam cientistas do Instituto do Câncer Dana Farber (EUA) no último número da revista Nature. è produzido de forma natural quando fazemos exercício físicos regulares durante várias semanas, motivo pelo qual seu incremento poderia ser responsável por parte dos benefícios do esporte para a saúde. Ademais, o aumento de sua concentração traduz-se em uma maior gasto energético total. Inclusive poderia aumentar a expectativa de vida, segundo sugerem experimentos com roedores.
Durante os experimentos, os especialistas colocaram os ratos para correr em uma roda durante três semanas e observaram que a concentração deste hormônio em seu sangue subiu até 65%. Os cientistas detectaram os mesmos efeitos em várias amostras de músculo em humanos, antes e após dez semanas de treinamento físico supervisionado.
- "É emocionante encontrar uma substância natural ligada ao exercício com um potencial terapêutico tão evidente", afirma Pontus Bostroöm, coautor do trabalho. De fato, os pesquisadores esperam que no futuro seja possível criar um produto a partir deste hormônio -chamado irisin em honra a Íris, a mensageira dos deuses gregos- para o tratamento da diabetes e da obesidade, bem como para combater o câncer.
Durante os experimentos, os especialistas colocaram os ratos para correr em uma roda durante três semanas e observaram que a concentração deste hormônio em seu sangue subiu até 65%. Os cientistas detectaram os mesmos efeitos em várias amostras de músculo em humanos, antes e após dez semanas de treinamento físico supervisionado.
- "É emocionante encontrar uma substância natural ligada ao exercício com um potencial terapêutico tão evidente", afirma Pontus Bostroöm, coautor do trabalho. De fato, os pesquisadores esperam que no futuro seja possível criar um produto a partir deste hormônio -chamado irisin em honra a Íris, a mensageira dos deuses gregos- para o tratamento da diabetes e da obesidade, bem como para combater o câncer.




